Publicado por: Alfredo Ribeiro | 25 março, 2016

Saudade

Saudade do tempo onde fazer música era fechar os olhos e tocar notas que eu mal sabia o nome… Porque um violão desafinado era o ápice da minha realização musical.

Saudade da época onde eu escutava um acorde e não pensava em sua estrutura, formação, inversões e nem de onde e como ele surgiu na Europa… Porque a simplicidade da ignorância me fazia livre pra inventar meus próprios acordes “errados”.

Saudade de quando eu fazia coisas sem ter que pensar em como fazê-las… Porque elas simplesmente tinham de ser feitas e fluíam.

Saudade do tempo em que o mundo era pequeno e uma ida a Governador Valadares era a viagem dos sonhos… Porque uma volta ao mundo era possível em uma semana.

Saudade do colchão que dormi no chão dos 12 aos 20 anos… Porque eu não conhecia a diferença dele pra uma cama king size e dormir na laje vendo estrelas era mais do que suficiente.

A vida cresce e muitas vezes isso nos diminui.

Alfredo Ribeiro

Publicado por: Alfredo Ribeiro | 21 março, 2016

Arranhões

Pensamentos que não se vão…
Raiva que não se vai
Arrependimentos que não se vão…

E se… É uma pergunta que não sai facilmente da cabeça…

Dores que não se vão…
Nojo que não se vai…
Mentiras que não se vão…

A outra realidade hipotética não sai da cabeça…

A peça que se rasgou…
A morte que só veio pela cegueira…
As tentativas de consertar o dano feito…

Uma gota se torna uma tempestade se o copo for pequeno e cego o suficiente…

Publicado por: Alfredo Ribeiro | 19 novembro, 2015

Vingança

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A justiça é a vingança do homem em sociedade, como a vingança é a justiça do homem em estado selvagem. (Epicuro)

Publicado por: Alfredo Ribeiro | 6 outubro, 2015

Passado

Escolhas idiotas…
Exageros…
O muito mais do que o ideal…
A entrega ao vento…
O não aproveitar a leveza de cada época…
A pressão que coloca culpa onde ela não existe e cobrança sem direito…
O peso que esmaga e, como consequência, apaga lembranças como borracha…
O arrependimento pelas loucuras não feitas no tempo certo…

Tudo isso vem do passado… Infelizmente não é possível reescreve-lo… Somente aprender com ele…

Publicado por: Alfredo Ribeiro | 27 setembro, 2015

Perdidos

Quando se perde tudo, se percebe o real valor das coisas.

Quando se está perdido, se percebe o valor de um caminho familiar.

Quando se para de ver, percebemos o valor de um vulto.

Quando os ouvidos se fecham, percebemos o agrado dos sons do cotidiano.

Quando o desejo é fechar os olhos, a recordação, quase esquecida da esperança ao abri-los pela manhã, é que assombra.

Quando tudo muda e nossos pés não alcançam mais o chão, é que sonhamos com terra firme.

A esperança tem várias faces… Várias roupas… Se mostra como o passado e as vezes como futuro. Enquanto ela brinca de provocar saudade e de te deixar em pedaços, um novo ser (melhor ou pior) surge.

Quando se está perdido… não existe caminho curto e a esperança só te lembra do quão débeis são as tentativas de retomar o caminho.

Publicado por: Alfredo Ribeiro | 17 março, 2013

Quando Estrelas

 

 

 

Quando Estrelas


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Quando duas estrelas colidem… elas não sentem o que sinto, pois o céu pertence a elas.

Quando dois montes colidem… eles não sentem o que sinto, pois suas raízes são eternas.

Quando duas nuvens colidem… elas não sentem o que sinto, pois daí vem o que rega a vida.

Quando duas ondas colidem… elas não sentem o que sinto, pois se moldam e se unem.

Quando duas chamas colidem… elas não sentem o que sinto, pois daí nascem calor e luz.

Mas quando a colisão é entre mim e ti…

Alfredo Ribeiro

Publicado por: Alfredo Ribeiro | 7 dezembro, 2012

O Andarilho

O Andarilho

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A melancolia… meu fogo e minha lenha

A raiva… meu vapor e meu mar

O medo … impede a boca de dizer o que os olhos querem.

A estrada… meu caminho e destino

A luz… me desvenda e ofusca

O rosto… esconde a verdade que minha mente sabe.

 …

A insignificância… meu esconderijo e cativeiro

A escuridão… meu dormir e meu pesadelo

O punho… impede os dedos de tocarem o que o coração anseia.

 …

A indignação… minha construção e degradação

A filosofia… minha justificativa e confusão

O orgulho… desvia o olhar do caminho que minha razão indica.

 …

A insatisfação… meu suspiro e falta de ar

A busca… meu encontro e distanciar

O amor… é o muro… mas também degraus para o escalar!

Alfredo Ribeiro

Publicado por: Alfredo Ribeiro | 15 outubro, 2012

A Noite

A Noite

 

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E quando a noite não fala?

E quando ela grita de dentro pra fora?

E quando a falta da luz não reflete necessariamente trevas?…

Mas e se o amor for uma brasa que passa despercebida em meio a uma fogueira?

E quando a luz se apaga?

E quando os sonhos são sonhados de dentro pra fora?

E quando a sobra do nada toma lugar de sonhos?…

Mas e se o frio diminui a eficácia do cobertor?

E quando os olhos se fecham a noite?

E quando seu corpo grita de dentro para fora?

E quando a falta de algo nos remete, subjetivamente, a falta de tudo?

Mas e se a noite o amor, o grito, o fogo e o frio, o nada e o tudo lutarem?…

Seremos nós a morrer ou a própria noite?

Alfredo Ribeiro

Publicado por: Alfredo Ribeiro | 13 outubro, 2012

…?!

…?!

 

 

Sabe quando falta….?

Sabe quando não…?

Sabe quando você se sente…?

Sabe quando tudo…?

 

 

O mais… é que não!

E quando eu… nada aconteceu!

O que gostaria… não dá!

Como eu gostaria… não consigo!

 

 

Quando isso…?

Quem, na verdade…?

A verdade se tornou…!

O certo…!

 

 

Alfredo Ribeiro

Publicado por: Alfredo Ribeiro | 23 dezembro, 2011

O poder da música

O poder da música.

 

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A música pode te aproximar ou afastar de Deus.

Os mesmos acordes podem  marcar um encontro ou dar mais um passo na direção contraria.

A mesma vibração de uma “corda vocal” ou o toque de dedos nas cordas de um violão podem significar “vem” ou “se afaste de mim, tenho coisas de mais para esconder”.

O mesmo vibrato pode ecoar tocando a eternidade ou construir o muro que te separa do seu Criador.

O mesmo solo pode te lembrar de onde você veio ou te iludir criando uma imagem superestimada de você mesmo.

O mesmo palco que te suporta pode te fazer desmoronar.

O mesmo público que absorve sua musica pode absorver toda a sua humanidade.

A mesma música, os mesmos acordes, a mesma voz ou o mesmo dedilhar de um violão, o mesmo vibrato, o mesmo solo, o mesmo palco e o mesmo público. Em resumo… a musica te muda… de uma forma ou outra…

Alfredo Ribeiro

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