Publicado por: Alfredo Ribeiro | 3 fevereiro, 2018

A culpa e a cura

Em muitos momentos a culpa não é sua (Em muitos momentos a culpa não é minha)… Em vários outros, sim…
Em vários momentos sentir culpa não serve para absolutamente nada… Em outros, serve pra te fazer olhar na direção correta (Em outros, serve para me fazer olhar na direção correta)… para o alto…

Em algum momento você deve olhar pra si e se satisfazer com sua evolução e crescimento (Em algum momento eu devo olhar para mim e me satisfazer com minha evolução e crescimento)… Em vários outros a insatisfação com seu (meu) senso de humanidade e hombridade é o único combustível que te (me) leva para o lugar certo.

Meus dias tem sido regados de auto análise e reflexões que me levam a enxergar meu próprio potencial destrutivo e, paralelamente, uma irracional e constante busca por culpados de tudo que sinto dentro de mim… mas no fim das contas… não existem culpados… Existem atores de uma peça sem ensaio… Existem pessoas que fazem escolhas diárias sem saber como e quando aquilo repercute internamente no outro… Existem organismos que vivem e sobrevivem a mercê de um futuro incerto e definitivamente não devem ser culpados de absolutamente nada do que acontece.

Olhar pra dentro… e pra dentro somente… Evitar fazer com o próximo aquilo que não gostaria que fizessem conosco… Julgar o outro com o mesmo peso que gostaria que nos julgassem… Não construirmos para nós mesmos a frágil bengala que é culpar o próximo por nossos problemas e mazelas…

Olhar para o alto… Abrir os braços ao próximo… Soltar as pedras… Amar incondicionalmente… Mostrar os calos das mãos… Esconder o rosto…

 

Anúncios
Publicado por: Alfredo Ribeiro | 9 março, 2017

Dívidas…

Existem dívidas impossíveis de serem quitadas…

Destas, só é possível depositar parte dos juros…

Publicado por: Alfredo Ribeiro | 26 janeiro, 2017

Rabisco

Meditando no quão profundo um rabisco pode ser…

Meditando em quão irreversível um rabisco pode ser…

Meditando em qual a porção do rabisco pode ser coberta…

Meditando em como o rabisco pode se embrenhar na história futura ou o quão perturbador ele é a ponto de desviar as linhas que seriam escritas…

Meditando em como um rabisco marca e rasga a alma…

Meditando em como rabiscos específicos tem poderes destrutivos específicos em cada um…

Meditando em como seguir do rabisco… Meditando em como seguir do rabisco.. Meditando em como seguir do rabisco. 

Publicado por: Alfredo Ribeiro | 30 dezembro, 2016

Prato de lentilhas

Como é seu prato de lentilhas? Ele tem formato de que? Quantos anos? Qual cor? Quanto custou? Você o aprecia a quanto tempo? 

Publicado por: Alfredo Ribeiro | 23 julho, 2016

Ha um ano atrás

Há um ano atrás em João Pessoa


O tempo passa

Publicado por: Alfredo Ribeiro | 12 julho, 2016

Escravidão em Liberdade

Escravidão em Liberdade

Slavery-Today

 

A pior escravidão é aquela que se cumpre em liberdade. Ser escravo da culpa é não possuir a própria alma. Olhar para o futuro e não ver a cor do passado é como uma águia se sentiria se de repente só pudesse alçar voos de poucos centímetros. A culpa dos erros… Assumi-la e tê-la como única companheira fiel…

Publicado por: Alfredo Ribeiro | 11 julho, 2016

Só a arte me amparou

Beethoven

“Devo viver como um exilado. Se me acerco de um grupo, sinto-me preso de uma pungente angústia, pelo receio que descubram meu triste estado. E assim vivi este meio ano em que passei no campo. Mas que humilhação quando ao meu lado alguém percebia o som longínquo de uma flauta e eu nada ouvia! Ou escutava o canto de um pastor e eu nada escutava! Esses incidentes levaram-me quase ao desespero e pouco faltou para que, por minhas próprias mãos, eu pusesse fim à minha existência. Só a arte me amparou!” Beethoven

Publicado por: Alfredo Ribeiro | 8 julho, 2016

O tempo

O Tempo

 

time

O tempo… por vezes borracha… por vezes pincel.

Apaga histórias deixando somente borrões, transformando o protagonista em um monstro feito de manchas… Também tem a capacidade de pintar heróis onde nada existiu de verdade.

Ele me julgou, ele me apagou e ele irá escrever…

Alfredo Ribeiro

Publicado por: Alfredo Ribeiro | 10 junho, 2016

Um Ode a morte

Um Ode a morte

 

O ápice da vida é a morte… Celebramos o nascimento de uma forma irresponsável e egoísta. A criança nasce e a partir desse ponto tem início sua jornada rumo a perda e destruição total, jornada esta que só é interrompida pela morte.

Deveríamos celebrar a morte e não o nascimento. O findar de dias e noites de expectativa do inatingível em um sistema falido que te vende felicidade onde ela definitivamente não existe.

Quer viver uma vida feliz? Se contente com o medíocre, com pequenos eventos sociais… com dias de trabalho com pessoas suportáveis (ou não). Dias e noites com pessoas suportáveis (ou não)… Um deleite em filhos que geramos sem nos darmos conta de que somos os únicos culpados por cada segundo de dor e sofrimento de suas vidas. Enfim… A vida é perda e uma interminável concatenação de eventos ruins e medianos. Todo meu respeito á morte… Um Ode a ela…

Alfredo Ribeiro

Publicado por: Alfredo Ribeiro | 25 março, 2016

Saudade

Saudade do tempo onde fazer música era fechar os olhos e tocar notas que eu mal sabia o nome… Porque um violão desafinado era o ápice da minha realização musical.

Saudade da época onde eu escutava um acorde e não pensava em sua estrutura, formação, inversões e nem de onde e como ele surgiu na Europa… Porque a simplicidade da ignorância me fazia livre pra inventar meus próprios acordes “errados”.

Saudade de quando eu fazia coisas sem ter que pensar em como fazê-las… Porque elas simplesmente tinham de ser feitas e fluíam.

Saudade do tempo em que o mundo era pequeno e uma ida a Governador Valadares era a viagem dos sonhos… Porque uma volta ao mundo era possível em uma semana.

Saudade do colchão que dormi no chão dos 12 aos 20 anos… Porque eu não conhecia a diferença dele pra uma cama king size e dormir na laje vendo estrelas era mais do que suficiente.

A vida cresce e muitas vezes isso nos diminui.

Alfredo Ribeiro

Older Posts »

Categorias