Publicado por: Alfredo Ribeiro | 25 março, 2016

Saudade

Saudade do tempo onde fazer música era fechar os olhos e tocar notas que eu mal sabia o nome… Porque um violão desafinado era o ápice da minha realização musical.

Saudade da época onde eu escutava um acorde e não pensava em sua estrutura, formação, inversões e nem de onde e como ele surgiu na Europa… Porque a simplicidade da ignorância me fazia livre pra inventar meus próprios acordes “errados”.

Saudade de quando eu fazia coisas sem ter que pensar em como fazê-las… Porque elas simplesmente tinham de ser feitas e fluíam.

Saudade do tempo em que o mundo era pequeno e uma ida a Governador Valadares era a viagem dos sonhos… Porque uma volta ao mundo era possível em uma semana.

Saudade do colchão que dormi no chão dos 12 aos 20 anos… Porque eu não conhecia a diferença dele pra uma cama king size e dormir na laje vendo estrelas era mais do que suficiente.

A vida cresce e muitas vezes isso nos diminui.

Alfredo Ribeiro

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