Publicado por: Alfredo Ribeiro | 7 dezembro, 2012

O Andarilho

O Andarilho

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A melancolia… meu fogo e minha lenha

A raiva… meu vapor e meu mar

O medo … impede a boca de dizer o que os olhos querem.

A estrada… meu caminho e destino

A luz… me desvenda e ofusca

O rosto… esconde a verdade que minha mente sabe.

 …

A insignificância… meu esconderijo e cativeiro

A escuridão… meu dormir e meu pesadelo

O punho… impede os dedos de tocarem o que o coração anseia.

 …

A indignação… minha construção e degradação

A filosofia… minha justificativa e confusão

O orgulho… desvia o olhar do caminho que minha razão indica.

 …

A insatisfação… meu suspiro e falta de ar

A busca… meu encontro e distanciar

O amor… é o muro… mas também degraus para o escalar!

Alfredo Ribeiro

Publicado por: Alfredo Ribeiro | 15 outubro, 2012

A Noite

A Noite

 

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E quando a noite não fala?

E quando ela grita de dentro pra fora?

E quando a falta da luz não reflete necessariamente trevas?…

Mas e se o amor for uma brasa que passa despercebida em meio a uma fogueira?

E quando a luz se apaga?

E quando os sonhos são sonhados de dentro pra fora?

E quando a sobra do nada toma lugar de sonhos?…

Mas e se o frio diminui a eficácia do cobertor?

E quando os olhos se fecham a noite?

E quando seu corpo grita de dentro para fora?

E quando a falta de algo nos remete, subjetivamente, a falta de tudo?

Mas e se a noite o amor, o grito, o fogo e o frio, o nada e o tudo lutarem?…

Seremos nós a morrer ou a própria noite?

Alfredo Ribeiro

Publicado por: Alfredo Ribeiro | 13 outubro, 2012

…?!

…?!

 

 

Sabe quando falta….?

Sabe quando não…?

Sabe quando você se sente…?

Sabe quando tudo…?

 

 

O mais… é que não!

E quando eu… nada aconteceu!

O que gostaria… não dá!

Como eu gostaria… não consigo!

 

 

Quando isso…?

Quem, na verdade…?

A verdade se tornou…!

O certo…!

 

 

Alfredo Ribeiro

Publicado por: Alfredo Ribeiro | 23 dezembro, 2011

O poder da música

O poder da música.

 

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A música pode te aproximar ou afastar de Deus.

Os mesmos acordes podem  marcar um encontro ou dar mais um passo na direção contraria.

A mesma vibração de uma “corda vocal” ou o toque de dedos nas cordas de um violão podem significar “vem” ou “se afaste de mim, tenho coisas de mais para esconder”.

O mesmo vibrato pode ecoar tocando a eternidade ou construir o muro que te separa do seu Criador.

O mesmo solo pode te lembrar de onde você veio ou te iludir criando uma imagem superestimada de você mesmo.

O mesmo palco que te suporta pode te fazer desmoronar.

O mesmo público que absorve sua musica pode absorver toda a sua humanidade.

A mesma música, os mesmos acordes, a mesma voz ou o mesmo dedilhar de um violão, o mesmo vibrato, o mesmo solo, o mesmo palco e o mesmo público. Em resumo… a musica te muda… de uma forma ou outra…

Alfredo Ribeiro

Publicado por: Alfredo Ribeiro | 22 julho, 2011

Quem nós somos

Quem nós somos

 

Constantemente me pego tentando fazer “melhorias” em mim mesmo. Essas “melhorias”, na minha cabeça me fariam muito mais realizado e atingiria com muito mais rapidez os meus objetivos.

Ai você me diz: “melhorias sempre são bem-vindas, temos que melhorar dia após dia”.

Concordo plenamente, porém as melhorias das quais estou falando não são nada altruístas. Não tem nada haver com fazer mais caridade ou deixar de xingar um gerente de loja que me trata mal. As melhorias drásticas das quais estou falando são sempre as mais egoístas possíveis e na nossa cabeça trariam benefícios pra daqui a cinco minutos (já viu propaganda de emagrecimento? “Perca 50 quilos em dois dias”)

Quando agente se olha no espelho vemos qualidades e defeitos não é mesmo? Mas quando olhamos as pessoas ao nosso redor vemos um emaranhado de qualidades que não temos. Para alguns pode ser beleza (graças a Deus não é meu caso [estou tomando o remédio citado acima, ta bom?]) para outros pode ser força de vontade. E no meu caso?????????? POLÍTICA!!!!

-Mas você quer ser vereador???

Não!

Meu maior sofrimento pessoal é não lidar bem com política ou na verdade não ser político. Eu sou aquele tipo de amigo que senta com a galera, conversa, escuta seus problemas, fala da vida e se diverte,  mas eu definitivamente não sou aquela pessoa que chega em qualquer lugar e em dois minutos sou “amigo” de todo mundo.

Na vida privada não vejo problema algum em ser um pouco mais reservado e conhecer pessoas de forma individual e duradoura (uma a uma), porém profissionalmente vejo muitas pessoas se dando muitíssimo bem por ter esse “chamado” social, se tornando “amigos” de pessoas que encontraram uma vez. Fazendo merchã nos primeiro cinco minutos de conversa e valorizando seu produto/serviço mesmo com a outra pessoa mostrando total desinteresse.

Eu sinceramente não acho errado e como falei, gostaria de desenvolver esses poderes sociais, porém, já cansei de tanto tentar e acabar me sentindo como um vendedor de geladeiras nas Casas Bahia.

Sendo assim, infelizmente  vou continuar sendo o Alfredo Ribeiro que no princípio conversa sobre assuntos de interesse mutuo, desenvolvendo relacionamentos um a um e tentando os manter por muito tempo. Afinal, não tenho outra escolha.

Alfredo Ribeiro

Publicado por: Alfredo Ribeiro | 6 junho, 2011

A Simplicidade do Evagelho

A Simplicidade do Evagelho

 

Alfredo Ribeiro

Publicado por: Alfredo Ribeiro | 15 fevereiro, 2011

Lembrança – Alfredo Ribeiro

Lembrança – Alfredo Ribeiro

Esta música foi gerada em um dia sem trabalho no estúdio, deu vontade de gravar algo e gravei. Uma idéia simples que me veio à cabeça, porém dando espaço somente ao contrabaixo.

Este ocorrido tem mais ou menos três anos e sempre guardei isso junto com outras coisas que tenho. Só agora encontrei, lembrei e achei legal mostrar uma dessas idéias para vocês.

O nome escolhido para a música foi Lembrança porque, não sei dizer ao certo, mas ela me lembra uma época bacana da minha vida.

Sempre ensaiei a gravação de um cd instrumental, porém como vocês devem imaginar, o trabalho e o tempo demandado são imensos, mas um dia ainda chego lá e vou dando notícias sobre esse assunto.

Muito obrigado por todo o carinho

Alfredo Ribeiro

 

Publicado por: Alfredo Ribeiro | 11 fevereiro, 2011

Smooth Criminal

Um dos marcos da era POP sendo executado de uma forma muito interessante, vale realmente a pena conferir.

Com vocês Stjepan Hauser e Luka Sulic em Smooth Criminal

Alfredo Ribeiro

 

Publicado por: Alfredo Ribeiro | 2 janeiro, 2011

Os números de 2010

Muito obrigado a cada um de vocês pelo privilégio de ter as minhas simples idéias lidas, e assim levadas pra lugares onde AINDA não fui… Que esse ano eu encontre mais tempo, pois assunto nunca falta 🙂 Valew e rock and roll.

Alfredo Ribeiro

Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

Healthy blog!

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Este blog é fantástico!.

Números apetitosos

Imagem de destaque

Um Boeing 747-400 transporta 416 passageiros. Este blog foi visitado cerca de 13,000 vezes em 2010. Ou seja, cerca de 31 747s cheios.

Em 2010, escreveu 6 novo artigo, aumentando o arquivo total do seu blog para 47 artigos. Fez upload de 2 imagens, ocupando um total de 205kb.

O seu dia mais activo do ano foi 19 de dezembro com 83 visitas. O artigo mais popular desse dia foi TEORIA MUSICAL.

De onde vieram?

Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram search.conduit.com, google.com.br, twitter.com, search.babylon.com e ministerioalem.com

Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por estudio, claves, contra baixo acustico, a arte da musica e roxette

Atracções em 2010

Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.

1

TEORIA MUSICAL setembro, 2008
23 comentários

2

Horas e mais horas em estúdio. novembro, 2008

3

QUEM SOU e CONTATO janeiro, 2009
5 comentários

4

Paixão de Cristo outubro, 2009

5

Musicas que formaram meu caráter – GUARDIAN novembro, 2008

Publicado por: Alfredo Ribeiro | 23 dezembro, 2010

O Escritor X Papel

O Escritor X Papel 

 

O escritor não sente que feriu o papel quando apaga todo o seu conteúdo simplesmente por não ter gostado do que estava ali, muito pelo contrário: ele fica feliz em ter tido a oportunidade de corrigir os erros antes do livro ser impresso e assim não perpetuar todo e qualquer erro no enredo de sua história.
O papel definitivamente detesta ser apagado, acredita ser o maior dos insultos pelo simples fato de não dar a devida importância à história e sim ao fato dela ter sido escrita NELE!

O escritor não se intimida quando a tinta acaba, trata a situação como uma grande oportunidade de visualizar sua obra a distância  e meditar nela enquanto gasta o tempo necessário para se repor a tinta.
O papel simplesmente detesta quando isso acontece, ele não aceita a existência de outros participantes no processo de criação e fica completamente frustrado com a “falta de planejamento” do escritor. Nervosamente não consegue entender a demora, seja de minutos, tempo gasto pelo escritor para pegar a tinta na prateleira, ou de horas, ao ir ao mercado comprar mais tinta.

O escritor lida naturalmente com o tempo que se gasta para escrever uma obra completa.
O papel não consegue entender porque o escritor demora tanto em finalizar seu trabalho nele, enquanto alguns ‘post-it’s pelo mundo afora são preenchidos em segundos. Além disso, o papel deseja profundamente ser preenchido por uma grande obra enquanto ele está branquinho e sem amassados, porém quando a poeira começa tingir o seu branco e o vento criar orelhas sem que a história tenha chegado ao fim, ele é dominado pela aguda sensação de que sua vida foi e é insignificante.

O escritor tem total responsabilidade e orgulho das suas idéias e ideais que preenchem o papel.
O papel, ao menor indicio de radicalismo em seu conteúdo foge, se colocando atrás do conteúdo escrito em outros papeis, sem coragem e sem personalidade. Quando descoberto, imputa toda a culpa no escritor antes mesmo de saber o fim da historia ou de entender o propósito final da idéia escrita nele.

O escritor tem orgulho da sua profissão e para ele, não existe prazer maior que preencher o papel com uma linda história.
O papel, infelizmente detesta ser papel. Detesta a posição de ser preenchido mesmo sendo completamente incapaz de se auto-preencher. Tenta por vezes derramar a tinta em si, o que só causa manchas, manchas estas muitas vezes irreparáveis. Ele, por inúmeras vezes, clama por um escritor mais rápido e disposto a escrever o que ele próprio quer de ditar… No fundo, bem lá no fundo, ele almeja ser o escritor e todos os dias ele luta silenciosamente esta batalha por poder. “Se eu fosse o escritor… tudo seria DIFERENTE”, “se fosse eu o escritor… tudo seria MELHOR”. O que ele ganha com isso?

Somente o atraso na conclusão da sua tão sonhada história…

Alfredo Ribeiro

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